sexta-feira, setembro 27

É pra sempre sim.

Se ninguém nunca te fez sentir isso, então é pra sempre. Se ele coloca como ninguém os pés sujos na cama limpa, e você não reclama, tem algo de eterno. Tem algo de etéreo e sublime em cada gesto, tem algo incrível.

Ela planeja o dia, a semana, o mês. Planeja as horas e o que fará se o planejamento mudar, ela planeja o sorriso quando ele disser, ela planeja o beijo quando ele acordar, talvez seja o momento de abandonar um pouco as agendas, quadros de aviso e despertadores, e viver.




Viver sem esperar, viver sem querer viver, mas não por ausência de vida e muito menos por excesso. Não querer viver o pré determinado, se entregar simplesmente ao viver.

Cuidar mais de si, que do que o cerca. Porque no fim: é você quem vai estar contigo.
Quando o planejamento furar, quando não acontecer, quando for de outro jeito, quando acabar o plano B.

Aceita a vida como é, e se prepara pra vencer, se prepara dentro de si, pra que o de fora possa acontecer, se prepara pro que não veio e pro que vem sem esperar, mas não espere estar preparado, porque o tempo vai passar e você nem vai se ver.

"Não reparei nessa espinha!", "Nem olhei pra essa olheira!". Parece que ter o outro consigo quebrou todos os espelhos e se viu todo o tempo através dos olhos de outrem, que ao contrario que pensava, não queriam o tempo todo te ver. Queriam um não ter compromisso, um 'Bom dia' sem “onde cê tava?”, um Alô sem ressentimento do que não disse noite passada.

A gente demora mas aprende, que se entregar é uma bagunça, tudo dentro desmorona e a gente finge que arruma. Passa sempre aquele pano, que da brilho a superfície, espanador e um incenso sob a luz que ali incide, começando um novo dia, buscando novos quereres.

Quando passar esse amor eterno, você fica com você e se ama como nunca, se descobre outra pessoa, larga a janta, a casa, adulta. Se promete das mil coisas, diz jamais se abandonar, se entregar é idéia longe que novamente não, não vai fisgar.

Mas a vida prega peças, principalmente ao sonhador, que sem ter os pés no chão, canta e dança um novo amor, sai em festa pela noite, grita ao mundo quem amou, diz que foi e será pra sempre e que o outro já passou.

Quanto aquele amor eterno, que jurou para si mesmo, isso é fogo, coisa boba, tudo isso é passageiro. Amor mesmo é pelo outro, amor assim, amor verdadeiro, com seresta e com casório, no alto de um desfiladeiro.

Um amor mesmo, amor eterno? Da uma olhada no espelho. Esse: é o verdadeiro. 

Uma lição de discriminação - UNIVESP

O documentário foi uma experiência feita em uma escola no Canadá, com crianças entre 9 - 10 anos, onde a professora divide a turma em dois grupos, altos/baixos,  e segrega hora um grupo, hora outro.




O documentário acompanha o dia das crianças passando por situações de preconceito, e exclusão, e a reação de cada uma delas, inclusive de acordo com a personalidade de cada uma. 

A experiência impressiona. O documentário é muito bem produzido e filmado.

É realmente muito interessante, se puder assistir, são 40 minutos que valem muito a pena!




Publicado em 19/07/2013
Produção: Radio-Canada 2006
Desde o começo dos tempos, os seres humanos têm tendência a formar grupos, excluindo assim estranhos, inimigos, e qualquer um que seja diferente. Podemos não exatamente incentivá-las, mas tais atitudes tornam-se arraigadas a partir de uma idade muito precoce.

Este documentário acompanha uma experiência em uma escola primária que mostra o quão rapidamente as crianças podem assimilar a discriminação e todas as suas repercussões. Uma professora do ensino primário em Quebec conduziu um experimento no qual ela afirmou que estudos científicos provam que as crianças menores são geralmente mais criativas e inteligentes, e as mais altas são desajeitadas e preguiçosas. Ela dividiu sua turma com base nessas suposições. No dia seguinte, ela virou o jogo e fez com que se invertessem os papéis.

Algumas crianças de nove anos de idade entenderam que era tudo um jogo, mas para o resto acabou por ser uma experiência muito poderosa.

quarta-feira, setembro 25

Existem crocodilos no mar – Fabio Geda

Autor: Fabio Geda
Titulo Original: In The Sea There Are Crocodiles
Ano: 2011
Páginas: 173
Editora: Objetiva
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance

Nota: 09/10

A vida imita a arte e a arte imita a vida, é difícil acreditar que ‘Existem crocodilos no mar’ Não é um romance de ficção. Ele conta a história verídica do menino afegão que foi abandonado pela mãe numa cidade nova, num país estranho, aos dez anos de idade. Sair do Afeganistão era sua única esperança de sobrevivência. Enaiatollah Akbari deixou a escola e as brincadeiras para embarcar numa Aventura por dois continentes até chegar a Itália, onde conheceu o Jornalista Fabio Geda, que é quem nos narra essa emocionante odisséia.



O texto é muito agradável, e a biografia romanceada do menino é interrompida diversas vezes por diálogos reais dele com o jornalista, e Geda coloca muito bem tais intercessões, tornando a narrativa ainda mais real e envolvente, ele consegue fazer com que o leitor se sinta em uma conversa com Akbari, ouvindo-o contar sua história.

É um livro pequeno, sobre coragem, preconceito, sonhos e a importância de princípios, valores e amizades. Pode ser lido em algumas horas, mas é extremamente intenso.

A força e superação de Enaiatollah fazem com que você enxergue um pouco mais sobre uma realidade (no geral) distante, o abandono, dor e luta por sobrevivência nos países em constante guerra.

"...eu li que a decisão de emigrar nasce da necessidade de respirar...E a esperança de uma vida melhor é mais forte do que qualquer sentimento" 
  

domingo, setembro 22

A culpa é das Estrelas - John Green

“A Culpa É das Estrelas", de John Green.
Título Original: The Fault In Our Stars
Editora: Intrínseca.

Nota: 6/10

Em A culpa é das Estrelas, Hazel Grace tem 16 anos, Augustus Waters 17. Ela gosta de ler e assistir séries de Tv. Ele tem uma coleção extensa de troféus do time de Basket e é viciado em jogos de videogame.

Eles se conhecem e se apaixonam, tudo como manda o regulamento de qualquer romance adolescente. Exceto pelo fato de Hazel ter câncer em metástase nos pulmões, e Augustus estar se recuperando após ter amputado uma das pernas também em decorrência da doença. 




Logo nos primeiros encontros, Hazel apresenta a Augustus o seu livro preferido: ‘Uma aflição imperial’. Ele de cara se apaixona pelo livro que termina de forma inesperada, e juntos eles vão atrás de respostas para toda a curiosidade que o autor do livro deixa nos dois.

John Green escreve de um jeito suave e ao mesmo tempo cruel. Não poupa palavras e ironias acerca de assuntos pouco corriqueiros acerca do câncer e de quem sofre dele. A narrativa é intensa e presumo que o fará devorar o livro em 2 ou 3 dias.

Me apaixonei pela narrativa de Hazel, me envolvi com as questões Metalinguísticas de ‘Uma aflição imperial’ (o livro preferido de Hazel), me encantei com as investidas do Gus, e chorei rios com os últimos capítulos.

Confesso que fiquei com muita raiva de ter lido. Foi o primeiro sentimento que me bateu assim que consegui me recuperar do final um tanto quanto... emocionante. Acho que é uma boa palavra.
Fiquei com raiva, mas logo entendi que o que John Green conseguiu fazer, foi me envolver de tal forma com os personagens, a ponto de me fazer sentir perdendo alguém do meu próprio convívio de maneira dura e arrebatadora.

O romance é lindo, gostoso de ser lido e cruelmente real, com questões e sentimentos difíceis de lidar, acerda da vida, morte, coragem, amor e valores.

John conduz bem o contraste entre amor e morte, vida e luta, sonho e realidade, e tantas outras questões filosóficas, com referencias atuais e um cenário familiar para qualquer adolescente: Conflitos com os pais e preguiça de estudar. 

Um bom livro. Linguagem excelente e pelo que pude pesquisar a tradução foi bem fiel ao texto original. Acima da média e bem construído, mas com bastante clichê e algumas contradições na narrativa. A temática e a maneira como o livro se desenvolve me lembrou um pouco ‘Os papéis de Lucas’, livro do Júlio Emilio Braz, sobre um adolescente que morre de Aids e seu diário é encontrado. 

É um livro que deixa a vontade de aproveitar a vida, aproveitar o dia, dizer que ama quem você ama e lutar por cada um de seus sonhos, assim como devem ser os romances adolescentes, mas Green acertou na dose de realidade, mostrando que a vida e o amor não são um paraíso com borboletas coloridas e beijos roubados, existem intempéries e imprevistos, e motivos maiores pelos quais lutar.

O título 'The Fault In Our Stars', foi retirado de uma peça de Shakespeare onde Cassius diz: "A culpa não é das estrelas, a culpa é de nós mesmos que consentimos em ser inferiores." John Green apresenta seu ponto de vista apresentando questões internas de personagens que mesmo com limitações das quais não tiveram culpa, fazem a vida acontecer da melhor maneira, nos fazendo acreditar que em algumas questões da existência, a culpa seja mesmo, das estrelas.


domingo, setembro 1

Forfun Ao Vivo no Circo - Atividade, Elegância e Tato

Finalmente hoje resolvi assistir o DVD ao vivo do Forfun no Circo, queria exatamente isso, um domingo, fim de tarde, sol caindo depois de um dia lindo antes de começar a semana, assim, pra ‘dissolver e recompor’ as energias.

Lembro do primeiro show desses meninos,  na ELAM - escola de música, primeira versão de história de verão ainda acontecendo, o auge era a Garota de Floral’, ‘Minha formatura’ e alguns áudios gravados no microfone do computador. É, o tempo passou e eles souberam exatamente como usa-lo a seu favor.


Há quem diga que os fãs de Forfun tem um quê chato de Beatlemaníacos e um tom de superidade dos fãs de Los Hermanos, mas serei obrigada a dizer sem nenhuma parcela de dúvida ou favoritismo: O Dvd é incrível!

Os caras evoluíram nas mensagens, na sonoridade e no conceito, fisicamente as barbas representam uma maturidade interior que se reflete em cada uma das letras com mensagens de busca interior e tom sereno de encontro consigo mesmo e com as questões da vida. O dvd conta também com o bom e velho HardCore do ‘Teoria Dinamica Gastativa’ hoje muito mais Hard e com uma técnica invejável.

2013 e o Circo Voador cantando em uníssono ‘Cara Esperto’, sucesso quase que da década passada. Sempre será Sucesso, sucesso independente, Sucesso, porque é sucesso mesmo, merecido.

O EP Solto esta vindo por ai e 'Terra de Cego', 'Malícia' e 'A horita' já mostraram que a pegada é Word Music com o bom gosto e a identidade de sempre, coisa de gente grande mesmo! 


Forfun não é só mais uma História de Verão, eles vieram pra ficar, eles cresceram literal e metaforicamente. Muito respeito, muita admiração, tenho certeza de que ainda veremos muito sobre eles, muita coisa boa vem por ai, Abra sua mente e faça sua mala!