segunda-feira, julho 15

Com sorrisos, um abraço!


Ela é a história que me abre sorrisos todas as manhãs, a que mais gosto de contar. É a minha lembrança mais doce de um quase amor com cheiro de flor na beira do mar.

É a lembrança de acordar ao lado dela que tem me feito dormir durante todas essas noites conturbadas. Pra não esquecer: lembro só um pouquinho. Pra lembrança não cair na rotina, pra não se esvair.

O amanhã é um passo muito incerto pra lembranças. 

Queria ve-la acordar sorrindo o resto dos dias da vida, e sei que ela tem acordado sorrindo por conta de um outro sorriso, o que me aperta um pouco o peito, essas perguntas sem respostas e o medo de não achar no mundo nenhum outro olhar que me de a paz de esquecer de tudo e filtrar só o que é bom.

Logo passa o aperto, sei que está sorrindo, e sorrio também. Acredito ser esse o tal do amor que tanto se diz por ai, essa vontade incontrolável de que o outro seja feliz, mesmo sendo necessário se acostumar um pouquinho com o aperto no peito.

Sei que ela vai novamente se acomodar no meu abraço me olhando nos olhos, alimento essa certeza como um cão, pra ter uma companhia. Não importa quando, vou ve-la sorrindo pra mim daquele jeito indescritível e sorrir também, depois a gente fica sem graça e ri juntas, eu faço cócegas e ela se diz irritada enquanto sorri. 

Meu maior desejo é que ela tenha amor. Sincero, verdadeiro, paciente, amor de entrega, de conquista, de sorrisos e cafunés sem hora pra acabar, um amor completo, como o que sinto. 

Desejo um amor inteiro. Tão inteiro que consiga suportar sorrindo sua felicidade com outro amor, e ainda assim: ame. 

Ela me trouxe muitas alegrias, muitas felicidades indescritíveis,  me fez de novo acreditar que pra amar não é preciso ter e que há uma leveza serena no 'não ter'.

Ela foi o meu presente do universo, devolveu o meu sorriso.
A gente passou, como vimos o trem passar, entre carícias, numa tarde de chuva, longe de casa. 

É ela, sem dúvida, a minha melhor história que não aconteceu.