sábado, março 19

Geração BBB!

Galera, a vida é boa demaaaais!
Vamos curtir, fazer o bem, fazer amigos, manter amigos.
Vamos criar, abraçãr, sorrir, cantar, lembrar...
Crescer é isso, é aceitar, é compreender, é saber CALAR!
Onde estávamos antes? não aprendemos NADA??
Reclamamos tanto do mundo, das injustiças, das desigualdades, dos roubos, das mentiras, dos políticos, dos líderes... e o que estamos fazendo pra mudar isso?
vamos continuar mentindo? enganando? e por outro lado, julgando, crucificando, apredrejando??? A vida NÃO é o Big Brother, não tem prêmio em dinheiro do final! 
Essa passagem é pequena demais pra isso, pequena demais pra intriga, violencia, tristeza, dor, e só quem cria pode também eliminar isso!
De olho por olho e dente por dente, o mundo acabará cego e sem dente!

A vida é linda, cheia de oportunidades, um carretel de linha ainda a ser desenrolado, um caminho a ser construído, a vida ta ai: Pronta pra ser vivida, Carpe diem!!!

Quero poder reencontrar os antigos amigos, trocar experiências, saber o que estão fazendo, o quanto evoluiram, compartilhar e torcer por seus objetivos futuros, ouvir seus sonhos, desejos, metas... E é claro, rir e lembrar tudo que ja passamos, vivemos, sonhamos, rimos, compartilhamos!!

Paz de espírito, objetivo em mente e correndo em direção a ele!
Come together?? 
=D

ISSO É VIVER, É APRENDER:   HAKUNA MATATA! 

quinta-feira, março 3

Cego invisível

Sete e meia da manhã. Reunião importante. Acordou atrasado, com raiva do relógio que deveria ter despertado meia hora antes, não percebe que só reparou o relógio gritando meia hora depois.
Se arruma muito rápido. Abre a geladeira. Morde um pedaço com pressa de qualquer coisa e sai comendo.

Um minuto. é o tempo que o elevador demora, tempo suficiente para ficar irritado. “Nada nesse lugar funciona!” desconta no trabalhador da portaria que já se animava em lhe dar ‘bom dia’. Corre para o ponto, passa pelo lixeiro, pelo jornaleiro, mas nem se da conta. O Onibus para. Mais um ‘bom dia’. 

 Reclama o troco.

Alguém fala sobre o tempo. Faz um aceno com a cabeça, não há tempo pra falar sobre o tempo que faz.A reunião começa em vinte minutos, ‘maldito despertador’, pensa.

O ‘Bom dia’ da secretária passa despercebido como os anteriores, aperta o passo em direção a sala de reunião. É interrompido pelo chefe antes de alcança-la.

Demitido.

Não se conforma, não sabe pra onde ir. Pensa que pode ser bom. Pode ser bom não precisar pensar.

Assume a banca de jornal. 

Levanta cedo, prepara o café, arruma as revistas, varre a calçada. “Bom dia!” sorri ao transeunte engravatado sem nenhuma resposta, e pensa: Deve estar com pressa!

Guarda as revistas, vende o ultimo jornal. Tira o sapato, deixa a água bater em sua nuca.

‘Tive muita pressa quando tinha tempo. Eu era cego, hoje posso ver, mas sou invisível!’ – conclui.

 A água cessa.

‘Bom dia’ – Ele diz, e se satisfaz com a resposta alegre dos pássaros do meio fio.