domingo, janeiro 30

Carpe Diem

Se eu fosse morrer semana que vem, eu iria atrás de todas as pessoas que realmente importam pra desfazer todo e qualquer desentendimento. Eu investiria em algo que  fizesse diferença no mundo. Eu procuraria entender os seus motivos. Eu aceitaria seu jeito de pensar. Eu falaria mais baixo, pra poupar minhas cordas vocais. Eu tocaria percussão fora do ritmo, no meu próprio ritmo.
Se fosse morrer semana que vem: Eu jamais deixaria pra amanha, eu faria agora. Não negaria um sorriso, não sairia de um abraço.fumaria um baseado bebendo Malzbier. Não completaria suas frases, nem andaria com pressa.Terminaria o livro já começado, contaria mais uma vez aquela piada, ouviria a seleção mais eclética e prazerosa de músicas de todos os tempos. Eu cantaria.
Se semana que vem eu fosse morrer, eu conversaria com Deus pra preparar o caminho. Eu sairia do país só por algumas horas. Encontraria-me até com um quê de ansiedade, “quem sabe não é o começo?” eu pensaria.
Se eu, semana que vem, fosse morrer: Eu dançaria. Ficaria ridícula e daria risada de mim.
Eu gritaria.
Colocaria numa garrafa de vidro as respostas que não encontrei. Falaria o que não falei. Eu saberia o que fazer, eu faria o que sei.
Mas não me avisaram quando vai ser, e a precaução me agrada.
Viverei assim, todos os dias.
Porque não sei qual é o dia.