segunda-feira, novembro 16

Querem que eu viva numa bolha
como flores de plastico,
que não morrem,
porem não vivem!

quinta-feira, novembro 5

Descomplicar

Você complica o que é fácil e diz que sou eu que não sei entender
Quem sabe se você explicasse seria mais fácil ate mesmo querer
Eu sei que você não sabe, que ate eu já sei que não posso saber.
Querer pode ser impossível, mas eu to querendo e nem quero saber.

terça-feira, novembro 3

Conflitos

“ Você não se cansa não? Nem fica triste? Caramba, eu queria ser igual a você!” após ouvir isso dei um sorriso, e continuei, caminhando, enquanto caminhava, me lembrei da sublime frase que meu queridíssimo Caio Fernando Abreu disse em uma carta aos pais : “Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos,dos choros." E me senti exatamente como ele, e eu nem sei se esse sentimento é bom.

Hoje por exemplo, levei meu dia, minuto após minuto, segundo após segundo esperando uma ligação sua, mas isso ninguém soube só souberam de meus estudos, souberam de minhas vitórias, ate de mirras derrotas, as que encarei sorrindo, souberam que andei, que venci, que cheguei, mas não sabiam que eu esperava desesperadamente uma ligação sua, ligava e desligava o telefone, o seu numero passou milhões de vezes pela minha cabeça, mas ninguém viu que fui forte o suficiente pra não ligar, ensaiei sozinha um discurso convincente pra você largar tudo e vir me ver, embora eu saiba que caso você me ligue, eu vou dizer apenas a verdade com a voz tremula, porque não consigo mentir pra você!
E ainda ouço que querem ser igual a mim. É verdade, minha dor não é maior que a de nenhum outro ser humano, nem menor, cada dor é uma dor, cada dor é única, e penso eu que todos tem alguma, se a minha não fosse minha, seria a sua, e vice-versa, não sabemos ate quando o cara sorridente e incansável vai se cansar de sorrir e mostrar ao mundo suas dores, dores são dores, não importa em quem , ou em que tempo.

Eu achei que hoje quando você me ligasse iria resolver todos os problemas, e quando você ê ligou, dizendo que não vinha, que não podia, que não ia dar, eu desabei de novo, disse que tudo bem, pra você também não suspeitar, depois arranjar uma desculpa qualquer e pensar que eu não ligo pros seus furos. É, da trabalho essa arte de evitar conflitos. Mas eu vou levando, vou vivendo, a cada conflito evitado menos um conflito pra resolver.

Como assim? Você quer saber o que eu faço com os conflitos que evito? Bem, teoricamente eles ficam resolvidos, mas a verdade é que eu faço uma troca, evito o desgaste com as pessoas, evito conflitos externos, os internos eu resolvo sozinha depois , no meu quarto ouvindo musica alta, berrando, chorando, seja La como for, mas ai cabe a mim resolver, quanto menos gente envolvida no problema, melhor.

A tática é boa, mas é falível, o bom é que se falhar, vou dar um jeito de resolver isso sem conflitos!

terça-feira, setembro 1

perder você, seria uma tragédia pra mim.

Sabe o que tem me deixado louca?
Eu não sei esconder o que sinto.
As vezes fico rezando e querendo que tudo volte a ser como antes. Não que eu não queira os progressos que vieram, mas porque não suporto os vazios que estão vindo.
Isso é complexo e chato, eu sei, mas eu me acho meio complexa e chata as vezes.
É tão estranho, temos tanta liberdade, tanta intimidade e ao mesmo tempo não consigo mais ser tão transparente, é como se eu observasse a chuva pelo vidro embaçado da janela depois de um dia de sol.
Não sei se a vida, o tempo, Deus, o destino, ou sei La o que, a lógica cronológica insiste em nos ocupar, em nos afastar, em nos contradizer.
É verdade que ainda estamos em sintonia, mas ainda assim eu preferia ter você por perto. Acho que eu preferia ter você por perto mesmo que com um pensamento qualquer na cabeça, eu preferia você aqui, mesmo em silencio, eu preferia suas histórias técnicas e chatas, mas era tão bom observar você enquanto contava cada detalhe de algo que eu não me importava, eu quero de novo a tua Mão na minha, ou tua voz doce forçada me pedindo cafuné.
De tudo isso, me resta uma certeza, é quase um medo, é quase uma fraqueza, não chamo de esperança, não chamo de cobrança, penso as vezes que não tenho idéia do que é isso, de repente é fé, é, é isso, tenho fé que um dia desses, você vai aparecer por aqui e fazer de novo aquelas promessas, planos.
Eu preciso de você de volta, preciso que diga de novo que me ama, e que vai cuidar de mim, que vai me proteger, mas, quem vai me proteger de você?
Vamos correr o risco,
Já estamos quase nos perdendo de vista,
Você é único,
Você é impar,

Seria uma tragédia pra mim,
                                                             Perder você!

segunda-feira, agosto 31

Seria uma tragédia pra mim...

Você sempre coube no meu sonho,
soube desde a primeira vez que o vi.
Não dava mais pra fingir.
O tempo todo você desejava que fosse mentira,
verdade.
O tempo todo você sabia.
Me pergunto porque é tão difícil agora,
se sempre soubemos desse risco.
tínhamos a inocência de acreditar no inesperado.
Passávamos horas abraçados, em silêncio.

Seria uma tragédia para mim, perde-lo.

domingo, março 15

...

...e naquele abraço se passaram 20 anos
de amores, amigos, sonhos e confidencias
o que nunca fora dito agora era explicito,
o que era explicito sempre foi um segredo!
o amor, sempre foi o mesmo,
o tempo levou pessoas,
levou materia
mas nunca sonhos,
nunca sentimentos!
o amor prevalesceu na mente de quem mata e morre por quem ama!

domingo, fevereiro 15

Falta energia...


É o grande dia, ele acorda eufórico, passa a mão no telefone, ainda atordoado pela noite agitada, digita o numero dela, mas desliga antes do primeiro toque. Levanta, vai ao banheiro, lava o rosto, ajeita o cabelo, encara a própria face, sente-se forte, sente-se inútil, tem certeza que tudo Dará certo, pensa em desistir. Volta ao quarto, olha o telefone, o numero dela passa muitas vezes pela cabeça, mas a coragem falha. ‘Falta energia’, ele pensa. Cozinha, copo, leite, toddy, o gosto doce do chocolate aliviando o nó na garganta. Vai observar a rua, pensa que a poucos metros ela pode estar pensando nele, mas é difícil, é mais fácil estar pensando nela mesma, como sempre fez/faz. ‘Esquece isso!’ Ele pensa, pega o telefone, mas antes de seguir os números decorados ensaia um possível discurso. – alô? Então, estava pensando, não sei, quem sabe, nós, eu, quer dizer, você, enfim, podemos conversar? Entende? Só conversar, ou sair, ou... ou nada, ou só trocar um olhar, ou nem isso, esquece... – Ele não consegue, não suporta, tamanha a vontade de ter-la por perto, tamanho o medo, ele nem sabe mais se compensa, talvez seja tudo vontade de conquistá-la de novo, medo de perdê-la de novo, será que ele suportaria? Será que seria justo? Com quem? Será que o que ela tem a dizer vai agradar, ou será só um punhado de reclamações, lamentações e um ponto final? Não importa, ate as lamentações irão satisfazer, com tanto que ele possa alguns minutos fitar o olhar dela, quem sabe descobrir uma nova expressão? Ele pensa em ligar amanha, afinal, é melhor esperar, nunca se sabe como ela pode ter acordado hoje... Mas nunca se sabe o dia de amanha... Será que ela acordou nostálgica? Será que também sente falta de estarem juntos? Será que só restaram as mágoas?Agora ele vai ligar, engoliu o orgulho, esqueceu o medo... E esqueceu o ultimo numero, como pode ter esquecido?Não é possível, será um sinal? Será um aviso? Ele acha melhor ligar semana que vem, tudo vai estar mais tranqüilo. Ele se joga na cama, não entende porque não consegue, no momento isso nem parece tão importante assim, resolve esquecer, amanha ira a balada e beijara sete, serão sete tentativas inúteis de encontrá-la, sete buscas incoerentes daquele beijo, aquele abraço, em outros beijos, outros abraços. ‘Não é uma boa idéia!’ ele pensa. Agora ele vai ligar, não tem mais jeito, essa é à hora, sente-se forte, preparado, digita o numero como se o telefone fosse seu inimigo mortal.
Tuuuuuuuuuuuuuuuuu, tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu... Alô?
È... Oi, alô, tudo bem?
Tudo, e você?
Tudo bem, quer dizer, nem tudo...
O que houve?
Não sei, sabe? Preciso de você, DIGO, precisamos conversar...
Agora?
Não sei. Tudo bem por você?
Tudo bem, só preciso de 15 minutos, tudo bem?
Okay, eu espero, esperei ate hoje...
(risos)okay,ate daqui a pouco!
Até!
Ele não acredita, bota o cabelo de um lado, bota pro outro, troca de blusa cinco vezes, começa a descer as escadas, volta correndo, pega a chave do carro e bota um perfume, da mais uma olhada no espelho, olha no relógio e ainda faltam seis minutos, passa pelo porteiro sem vê-lo, suando, coração latejando mais rápido que ele pensava ser possível, sai do prédio, olha a sua direita e vê que ela sai ao mesmo tempo, com um ar tranqüilo, roupa de ficar em casa, sandália havaiana, ela o vê e sorri. Ele sorri um tanto quanto desesperado, vai em direção a ela tentando olhar em outra direção, ela o observa sem medo, a pequena calçada que os separa ganha quilômetros nesse momento, parece que ele nunca vai alcançá-la, ele apressa o passo, ela ri, ele vai se aproximando e se desesperando, pois não sabe como cumprimentá-la, ela ri, ele não sabe por que, pergunta como ela esta e nem liga pra resposta, ela fala alguma besteira de colégio, ele responde de imediato e esquece no segundo seguinte, ela percebe que não é brincadeira, ele percebe que vai ser mais fácil que pensava, ela continua a mesma menina, a menina dele, eles trocam algumas palavras, ele diz que se arrepende, ela diz que não tem motivo, ele chega um pouco mais perto, ela diz que sentiu falta do perfume dele, ele não sabe o que fazer, ela respira de forma diferente, ele consegue sentir a respiração Dela, ela não sabe se esta fazendo o certo, ele pensa que não poderia estar em outro lugar, ela ameaça um beijo, ele não hesita e toma a iniciativa, ela se deixa levar, ele a abraça como segurança, como se por isso nunca mais fosse perdê-la, ela sorri, ele acorda eufórico, é o grande dia, passa a mão no telefone ainda atordoado de sono, digita o numero dela, mas desliga antes do primeiro toque. Levanta, vai ao banheiro, lava o rosto, ajeita o cabelo, encara a própria face enquanto nasce um grande embrulho no estomago, uma lagrima ameaça surgir, ele joga água no rosto, seca na camisa amarrota, observa de novo o próprio olhar e repete em voz alta tentando acreditar: ‘Engole essa lagrima, você é forte!’. Volta ao quarto, olha o telefone, o numero dela passa muitas vezes pela cabeça, mas a coragem falha. ‘Falta energia’, ele pensa...